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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Purulência

As pessoas mentem meu amigo!
Não há nada de novo nisso...
Elas querem vê-los mortos, meus irmãos.
Você não é especial, nem nunca será!

Suas melhores companhias são as pulgas.
E suas calças já não permitem o sinto.
A cabeça desmorona do pescoço.
Não tente entender os vermes...

Sua memória sucumbiu as mesmices.
E as larvas do quintal fornecem nutrientes.
O calabouço é estreito e só há uma vaga.
Cale-se e finja seguir a marcha...

Escancare a boca e engula o mundo!
Não há nada de brutal nisso...
Faça o melhor daquilo que é detestável.
Seja o supremo em atrocidades.
E te amarão!

Eles só querem a podridão, minhas crianças.
Nada além do que  fede e menos que o imundo.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Dinamitando os arvoredos

As senhoras mal vestidas expulsam o diabo
Das costas ocas de um indigente, que porra!
Por que o tal filho da mãe não expulsa-as do mundo?

Quanta bosta, na TV, nos celulares, nas redes nada sociais.
Antes era orgulho para os iconoclastas e rebeldes de plantão,
Lançar merda no ventilador, hoje é tão fétido quanto não fazê-lo!

Os meninos não pensam nem sentem, são tragados como fumaça
A multidão se acotovela e grita barbaridades, nada bárbaras.
São induzidos ao acerto e erram, quanta fadiga cerebral.

Como esperar que o coração não sucumba diante do eco?
O que se há de fazer quando o corpo pede o abismo?
Somos vermes a espreitar os olhos da razão sem roê-los

Ao ingerir ainda que uma parte mínima desse mal, salvaríamos!
Fugindo da dor de ser e da delícia de dizer, somos maltratados pelo verbo
Não, não é fácil estar fora, contra, remar e remar...

A música dos deuses é barulhenta e cavernosa, os lírios são bocas
E comem nossas tripas ao cheira-las, curando-nos de hecatombe.





quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Centopedras

Escrevo, por que as ruas andam como centopeias
O sangue vira areia tão rapidamente, se espalha fácil
Ainda ontem algumas pessoas rezavam por um carro

Máquina

As pessoas vivem sem oração, função...morrem
Os pastores oram por seus bens, criadores de riquezas vans
A quebrada de cada esquina é mais dura que o dub

Som


Agora é tão cedo quanto ontem, e o amanhã sumiu
O arvoredo da vida seca a cada entardecer
E a noite é retorcida pelos uivos, os lobos falam mansamente

Lampejos

Somos todos tão medíocres que o material é farto
E o sonho se esvai, acordam todos os dias sem opção
Pontual, é a gentiliza, aquela que já não se vê

Raro.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Sal e suor

Sem você aqui
As palhas são fogueiras
Os lençóis amarras

Sem você aqui
O tempo é muito
A vida pesada

Sem você aqui
A tarde é lava
O casebre deserto

As andorinhas sentem saudade de nosso amor.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Em teu nome

O nome que é dele, nela está
Assim como o outro ele,
Nasceu renomeado com o nome
Da companheira de outrora
E só os anjos sabem quiçá os santos
Quantos nomes teremos,
Em tantas vidas que viveremos.

Sentando o dedo

Uma palavra de grosso calibre
É munição certeira nas mentes adormecidas
Se os dedos e os olhos estão em sintonia
O alvo não escapa.

Um verso beligerante é como uma rajada
É de fazer viver como os que matam
Se a lírica esta afiada
Sempre acerta.

O poeta é catalizador de catástrofes.
É franco atirador de flores em meio a selvageria
A precisão milimétrica lhes faz de "elite"
E sua cartucheira estará sempre preparada,

...para o próximo tiro!

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Para a criança que virá

Há uma criança
Noto nas curvas do vento
Existe um ser que virá

Acumulando energia e docilidade
Aquela que corre para o amanhã

Há uma criança
Vejo na brisa que passa
Habita em ti um ser que vem

Encarregada de trilhar as tardes
Para que nós, sejamos, plenos.