5:13
Estou alto
Muito
Doravante
Alunte
Adelante
Transeunte
Translúcido
Interestelar
Macrobiótico
Um passo a mais que o precipício
A alcunha dos deuses
O filho do lobo
A maquina de cortar dentes
Sossego
Sádico
Satírico
Gosmento
Inaugural
Final
E gêneses
O amanha de outrora
A cadeira de sua madrinha
O samba do meu pai
A poesia dos punhos de quem bateu e correu
Fuga
Sono
Abandono
Filhadaputagem
Final apoteótico
Melhor aí
Do que ontem
Melhor hoje que agora
Linha tênue
Bravura caatingueira
Suavidade de mulher
Força de mãe
Meu amanhã é hoje
Minha convulsão
Marota
Desde sempre
Caído aos pés da mesma cruz
sábado, 12 de outubro de 2019
segunda-feira, 6 de maio de 2019
Epístola de um desgraçado
Estou num desespero mudo
Gritando oco nas paredes de uma caverna
Salivando por um prato de bondade e lucidez
Acarinhado nos espinhos silvestres
Nunca me encontrei como agora
Num calabouço denso
Uma mata atroz e fechada
Maloca de bocas de lobo
Avisto ao longe uma clareira
Mas não sei se quero atravessar
Minhas mãos fadigam o vento
Minha cabeça fluiu e não flui mais
Catástrofe lunar são essas tardes nuas
Cretinice dos bufões plutocratas
Ascensão de império moco
Quero fugir daquela pedreira
Estrada maldita que me aflige
Beirada de mundo desgraçado
Suplico por um momento de luz
Rogo-lhe óh desesperança!
Mil cairam
Dez Mil rastejarão
Gritando oco nas paredes de uma caverna
Salivando por um prato de bondade e lucidez
Acarinhado nos espinhos silvestres
Nunca me encontrei como agora
Num calabouço denso
Uma mata atroz e fechada
Maloca de bocas de lobo
Avisto ao longe uma clareira
Mas não sei se quero atravessar
Minhas mãos fadigam o vento
Minha cabeça fluiu e não flui mais
Catástrofe lunar são essas tardes nuas
Cretinice dos bufões plutocratas
Ascensão de império moco
Quero fugir daquela pedreira
Estrada maldita que me aflige
Beirada de mundo desgraçado
Suplico por um momento de luz
Rogo-lhe óh desesperança!
Mil cairam
Dez Mil rastejarão
segunda-feira, 23 de abril de 2018
Oração
Neste dia meu guerreiro, só preciso de tua mão
Como em todos os demais
Às noites que passaram terríveis
Aos ventos que marejaram manhãs
Por todos aqueles que contra mim rogaram
Peço a ti escudo e espada
Careço do teu afago forte
Temo pelas minhas vestes, pela minha fome
Suplico pelos meus amores
Teu manto de um verde-azulado, és meu cobertor
Tua armadura meu amigo, minha certeza na vitória
Tua coragem nobre cavaleiro, minha tenacidade diária
Por isso, não temo o que virá
Nem mesmo o que foi
Sou teu servo e companheiro
Estarei pronto para qualquer demanda
E regozijado de tua presença.
Sei que em teu cavalo, tenho caminho aberto
Não exitarei em galopar meu destino de lutador
Ficarei grato ao derramar meu sangue
Pela redenção das nossas mazelas ó senhor!
Como em todos os demais
Às noites que passaram terríveis
Aos ventos que marejaram manhãs
Por todos aqueles que contra mim rogaram
Peço a ti escudo e espada
Careço do teu afago forte
Temo pelas minhas vestes, pela minha fome
Suplico pelos meus amores
Teu manto de um verde-azulado, és meu cobertor
Tua armadura meu amigo, minha certeza na vitória
Tua coragem nobre cavaleiro, minha tenacidade diária
Por isso, não temo o que virá
Nem mesmo o que foi
Sou teu servo e companheiro
Estarei pronto para qualquer demanda
E regozijado de tua presença.
Sei que em teu cavalo, tenho caminho aberto
Não exitarei em galopar meu destino de lutador
Ficarei grato ao derramar meu sangue
Pela redenção das nossas mazelas ó senhor!
sábado, 17 de março de 2018
Viveremos canalha
ela não está morta
eles estão
seus corpos caminham podres
o dela virou semente na terra
suas mentes agonizam em desespero azul
a dela virou literatura pedagogia educação
cairão os demais os carniceiros deliciarão-se
altivez se verá no semblante dela
aqueles abutres que ali esperam são nossos
essas flores que aqui estão são suas
eles estão
seus corpos caminham podres
o dela virou semente na terra
suas mentes agonizam em desespero azul
a dela virou literatura pedagogia educação
cairão os demais os carniceiros deliciarão-se
altivez se verá no semblante dela
aqueles abutres que ali esperam são nossos
essas flores que aqui estão são suas
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
Antes das cinzas
Apareceram os primeiros fios prateados
Na minha barba
Acostumado estava aos rubros
Emaranhados aos coriscos
Estive em manhãs de carnaval
Onde só se ouvia máquinas
De costura e vendaval
Apartei as matracas que sussurravam
Marchinhas
Galopei nas selvas azuis
Nunca fui nativo ou estrangeiro.
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
Tímido Embargo
poucas linhas
muita fumaça
breve embaraço
tácito alvoroço
vinhas de outro mar
vinhos deleitados
amanhã risonho
ontem atrozes
meninos ferozes
muita fumaça
breve embaraço
tácito alvoroço
vinhas de outro mar
vinhos deleitados
amanhã risonho
ontem atrozes
meninos ferozes
quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
canção da tarde
a luz desse fim de tarde
de um Dezembro
me faz ter esperança
é um acalanto surdo
pra esse meu peito
mudo
agradeço ao rei
contemplo o rei
sou rei
e sigo sendo uma sandice
das sucursais do mundo
calibragem de eros
caíram à sua frente um batalhão
de Miseráveis
soluçará uma febre atônita
e eu passarei ileso
passo
tenho régua e compasso
indefeso
marco a gás as paredes
do grande
útero da
terra
e nasço
a cada
entardecer
de um Dezembro
me faz ter esperança
é um acalanto surdo
pra esse meu peito
mudo
agradeço ao rei
contemplo o rei
sou rei
e sigo sendo uma sandice
das sucursais do mundo
calibragem de eros
caíram à sua frente um batalhão
de Miseráveis
soluçará uma febre atônita
e eu passarei ileso
passo
tenho régua e compasso
indefeso
marco a gás as paredes
do grande
útero da
terra
e nasço
a cada
entardecer
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