Queria te escrever,
Falar do teu cheiro âmbar
Do teu toque macio
Eleger uma parte da tua harmonia
Ainda quero me elevar no teu céu
Emparedar-me em teu sorriso
Cultivar lírios no agreste
Morangos nos alagados
Subverter o tempo, deixa-lo decidir
Posso curvar-me sobre tuas ancas
Deleitar tua certeza num gemido oco
Desmantelar os teus ornamentos
Visto aquilo que me cabe, numeração universal
calço teus sapatos, corro na chuva
Deito numa nebulosa de junho e me acompanhas
Gosto de sentir o rio por entre as pedras, leite e mel
Por ocasião deixo-te um delírio fugaz...
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020
terça-feira, 31 de dezembro de 2019
1969
Gilberto Gil me fez chorar
Mandando abraços e lembrando-me do ano
Foi uma estrada espinhosa
Dias de prenuncio de despertar
Assumidamente cruel
Escancaradamente escarnecedor
A sua estadia foi demorada e sa(n)grada
Tive que adaptar minhas armas
Não podia “ir de garfo”
O destino, fazendo das suas
Subvertendo o tempo
Admirando as possibilidades
Jogando os dados...
As tardes levaram consigo a primavera
Inverno de torrentes e tormentas
Cálida noite de ondas desesperadoras
Bom marinheiro não se assombra
Busca nas sombras a luz no mar revolto a morada
Criaturas das savanas e selvas, cultivem o desejo!
Elaborem o gozo e deixem que escorra...
O mundo se abre em todos os poros nesta manhã;
Sou mensageiro das infinidades.
sábado, 12 de outubro de 2019
Aquilo que sua aura acusa
5:13
Estou alto
Muito
Doravante
Alunte
Adelante
Transeunte
Translúcido
Interestelar
Macrobiótico
Um passo a mais que o precipício
A alcunha dos deuses
O filho do lobo
A maquina de cortar dentes
Sossego
Sádico
Satírico
Gosmento
Inaugural
Final
E gêneses
O amanha de outrora
A cadeira de sua madrinha
O samba do meu pai
A poesia dos punhos de quem bateu e correu
Fuga
Sono
Abandono
Filhadaputagem
Final apoteótico
Melhor aí
Do que ontem
Melhor hoje que agora
Linha tênue
Bravura caatingueira
Suavidade de mulher
Força de mãe
Meu amanhã é hoje
Minha convulsão
Marota
Desde sempre
Caído aos pés da mesma cruz
Estou alto
Muito
Doravante
Alunte
Adelante
Transeunte
Translúcido
Interestelar
Macrobiótico
Um passo a mais que o precipício
A alcunha dos deuses
O filho do lobo
A maquina de cortar dentes
Sossego
Sádico
Satírico
Gosmento
Inaugural
Final
E gêneses
O amanha de outrora
A cadeira de sua madrinha
O samba do meu pai
A poesia dos punhos de quem bateu e correu
Fuga
Sono
Abandono
Filhadaputagem
Final apoteótico
Melhor aí
Do que ontem
Melhor hoje que agora
Linha tênue
Bravura caatingueira
Suavidade de mulher
Força de mãe
Meu amanhã é hoje
Minha convulsão
Marota
Desde sempre
Caído aos pés da mesma cruz
segunda-feira, 6 de maio de 2019
Epístola de um desgraçado
Estou num desespero mudo
Gritando oco nas paredes de uma caverna
Salivando por um prato de bondade e lucidez
Acarinhado nos espinhos silvestres
Nunca me encontrei como agora
Num calabouço denso
Uma mata atroz e fechada
Maloca de bocas de lobo
Avisto ao longe uma clareira
Mas não sei se quero atravessar
Minhas mãos fadigam o vento
Minha cabeça fluiu e não flui mais
Catástrofe lunar são essas tardes nuas
Cretinice dos bufões plutocratas
Ascensão de império moco
Quero fugir daquela pedreira
Estrada maldita que me aflige
Beirada de mundo desgraçado
Suplico por um momento de luz
Rogo-lhe óh desesperança!
Mil cairam
Dez Mil rastejarão
Gritando oco nas paredes de uma caverna
Salivando por um prato de bondade e lucidez
Acarinhado nos espinhos silvestres
Nunca me encontrei como agora
Num calabouço denso
Uma mata atroz e fechada
Maloca de bocas de lobo
Avisto ao longe uma clareira
Mas não sei se quero atravessar
Minhas mãos fadigam o vento
Minha cabeça fluiu e não flui mais
Catástrofe lunar são essas tardes nuas
Cretinice dos bufões plutocratas
Ascensão de império moco
Quero fugir daquela pedreira
Estrada maldita que me aflige
Beirada de mundo desgraçado
Suplico por um momento de luz
Rogo-lhe óh desesperança!
Mil cairam
Dez Mil rastejarão
segunda-feira, 23 de abril de 2018
Oração
Neste dia meu guerreiro, só preciso de tua mão
Como em todos os demais
Às noites que passaram terríveis
Aos ventos que marejaram manhãs
Por todos aqueles que contra mim rogaram
Peço a ti escudo e espada
Careço do teu afago forte
Temo pelas minhas vestes, pela minha fome
Suplico pelos meus amores
Teu manto de um verde-azulado, és meu cobertor
Tua armadura meu amigo, minha certeza na vitória
Tua coragem nobre cavaleiro, minha tenacidade diária
Por isso, não temo o que virá
Nem mesmo o que foi
Sou teu servo e companheiro
Estarei pronto para qualquer demanda
E regozijado de tua presença.
Sei que em teu cavalo, tenho caminho aberto
Não exitarei em galopar meu destino de lutador
Ficarei grato ao derramar meu sangue
Pela redenção das nossas mazelas ó senhor!
Como em todos os demais
Às noites que passaram terríveis
Aos ventos que marejaram manhãs
Por todos aqueles que contra mim rogaram
Peço a ti escudo e espada
Careço do teu afago forte
Temo pelas minhas vestes, pela minha fome
Suplico pelos meus amores
Teu manto de um verde-azulado, és meu cobertor
Tua armadura meu amigo, minha certeza na vitória
Tua coragem nobre cavaleiro, minha tenacidade diária
Por isso, não temo o que virá
Nem mesmo o que foi
Sou teu servo e companheiro
Estarei pronto para qualquer demanda
E regozijado de tua presença.
Sei que em teu cavalo, tenho caminho aberto
Não exitarei em galopar meu destino de lutador
Ficarei grato ao derramar meu sangue
Pela redenção das nossas mazelas ó senhor!
sábado, 17 de março de 2018
Viveremos canalha
ela não está morta
eles estão
seus corpos caminham podres
o dela virou semente na terra
suas mentes agonizam em desespero azul
a dela virou literatura pedagogia educação
cairão os demais os carniceiros deliciarão-se
altivez se verá no semblante dela
aqueles abutres que ali esperam são nossos
essas flores que aqui estão são suas
eles estão
seus corpos caminham podres
o dela virou semente na terra
suas mentes agonizam em desespero azul
a dela virou literatura pedagogia educação
cairão os demais os carniceiros deliciarão-se
altivez se verá no semblante dela
aqueles abutres que ali esperam são nossos
essas flores que aqui estão são suas
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
Antes das cinzas
Apareceram os primeiros fios prateados
Na minha barba
Acostumado estava aos rubros
Emaranhados aos coriscos
Estive em manhãs de carnaval
Onde só se ouvia máquinas
De costura e vendaval
Apartei as matracas que sussurravam
Marchinhas
Galopei nas selvas azuis
Nunca fui nativo ou estrangeiro.
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