Neste dia meu guerreiro, só preciso de tua mão
Como em todos os demais
Às noites que passaram terríveis
Aos ventos que marejaram manhãs
Por todos aqueles que contra mim rogaram
Peço a ti escudo e espada
Careço do teu afago forte
Temo pelas minhas vestes, pela minha fome
Suplico pelos meus amores
Teu manto de um verde-azulado, és meu cobertor
Tua armadura meu amigo, minha certeza na vitória
Tua coragem nobre cavaleiro, minha tenacidade diária
Por isso, não temo o que virá
Nem mesmo o que foi
Sou teu servo e companheiro
Estarei pronto para qualquer demanda
E regozijado de tua presença.
Sei que em teu cavalo, tenho caminho aberto
Não exitarei em galopar meu destino de lutador
Ficarei grato ao derramar meu sangue
Pela redenção das nossas mazelas ó senhor!
segunda-feira, 23 de abril de 2018
sábado, 17 de março de 2018
Viveremos canalha
ela não está morta
eles estão
seus corpos caminham podres
o dela virou semente na terra
suas mentes agonizam em desespero azul
a dela virou literatura pedagogia educação
cairão os demais os carniceiros deliciarão-se
altivez se verá no semblante dela
aqueles abutres que ali esperam são nossos
essas flores que aqui estão são suas
eles estão
seus corpos caminham podres
o dela virou semente na terra
suas mentes agonizam em desespero azul
a dela virou literatura pedagogia educação
cairão os demais os carniceiros deliciarão-se
altivez se verá no semblante dela
aqueles abutres que ali esperam são nossos
essas flores que aqui estão são suas
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
Antes das cinzas
Apareceram os primeiros fios prateados
Na minha barba
Acostumado estava aos rubros
Emaranhados aos coriscos
Estive em manhãs de carnaval
Onde só se ouvia máquinas
De costura e vendaval
Apartei as matracas que sussurravam
Marchinhas
Galopei nas selvas azuis
Nunca fui nativo ou estrangeiro.
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
Tímido Embargo
poucas linhas
muita fumaça
breve embaraço
tácito alvoroço
vinhas de outro mar
vinhos deleitados
amanhã risonho
ontem atrozes
meninos ferozes
muita fumaça
breve embaraço
tácito alvoroço
vinhas de outro mar
vinhos deleitados
amanhã risonho
ontem atrozes
meninos ferozes
quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
canção da tarde
a luz desse fim de tarde
de um Dezembro
me faz ter esperança
é um acalanto surdo
pra esse meu peito
mudo
agradeço ao rei
contemplo o rei
sou rei
e sigo sendo uma sandice
das sucursais do mundo
calibragem de eros
caíram à sua frente um batalhão
de Miseráveis
soluçará uma febre atônita
e eu passarei ileso
passo
tenho régua e compasso
indefeso
marco a gás as paredes
do grande
útero da
terra
e nasço
a cada
entardecer
de um Dezembro
me faz ter esperança
é um acalanto surdo
pra esse meu peito
mudo
agradeço ao rei
contemplo o rei
sou rei
e sigo sendo uma sandice
das sucursais do mundo
calibragem de eros
caíram à sua frente um batalhão
de Miseráveis
soluçará uma febre atônita
e eu passarei ileso
passo
tenho régua e compasso
indefeso
marco a gás as paredes
do grande
útero da
terra
e nasço
a cada
entardecer
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
gás do lamento
o fascismo
foi entrando pela fresta do concreto
pelos cantos das salas
nas brechas do tempo
e hoje
é como um vírus silenciosos e fatal
eu e loucos todos
todos errados, errantes
somos travessuras da bruxa
catequese do desespero
foi entrando pela fresta do concreto
pelos cantos das salas
nas brechas do tempo
e hoje
é como um vírus silenciosos e fatal
eu e loucos todos
todos errados, errantes
somos travessuras da bruxa
catequese do desespero
segunda-feira, 27 de novembro de 2017
Soprando um poema no ouvido
Estou leve
Como se pluma fosse
Gosto do sabor do vento
Estive antes solidificado
Aquela altura era um meteorito
Gostaria de conhecer a fé do acaso
Acabarei fluido e seco
Isqueirando algum cigarro por aí...
Ficarei com o dom feitiço do aroma.
Como se pluma fosse
Gosto do sabor do vento
Estive antes solidificado
Aquela altura era um meteorito
Gostaria de conhecer a fé do acaso
Acabarei fluido e seco
Isqueirando algum cigarro por aí...
Ficarei com o dom feitiço do aroma.
Assinar:
Postagens (Atom)