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sábado, 21 de outubro de 2017

Tenho o olhar sincero

E isso me salva, acalma meus predadores

Os embriaga.

Quem me guarda aparece sempre em minhas lágrimas
Tenho os olhos profundos, salobros
Tenho o olhar de nuvem, cato formas em desalinho
Fujo do meio da tempestade, basta verificar o entorno

Tenho sempre comigo miragens, as lanço ao acaso.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Sonho de poeta

Hoje quis ser poeta
Viver de versos
Morrer de lirismo tuberculoso

Traído, faria canções de sofreguidão
Bateria a maquina uma vasta estória
Fumaria balões de revista em quadrinho

Meu sonho, ser poeta
Minha alucinação.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

umabombanopeito

Fico pensando na dor dos outros, esqueço a minha
Um sorriso matinal
Uma olhada despretenciosa no céu

Quase perco a inspiração hoje a tarde
Caiu do meu bolso ao soluçar
Por um triz, dois dedos
Não tropeço numa mágoa

A multidão enorme massa carapálida
Apela para o fauno

Minha Espanha é logo ali

Guernica perdida nas veredas...

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Manchete de carnaval

Eu quero que morra a bailarina vermelha!

Que arranquem suas roupas e joguem seu corpo no rio.

Que tudo seja ainda mais vermelho.

Verei queimar as tranças da bailarina vermelha.

Seu sorriso já não estará completo, pois, faltam alguns brilhantes.

Suas pernas cumpridas, agora estão envergadas.

Com um porrete deram-lhe na cabeça.

Souberam por aí, que fora dilacerada por um caminhão.

Contam a boca miúda, que já não seduz...

Mandaram-lhe um recado, mas, arrogantemente, deu de ombros.

Na terça de carnaval, foi manchete no jornal da capital.

Assumiu publicamente a autoria.

Um pierrô, enciumado.

Ps.Recorte a notícia e cole no espelho do banheiro.









terça-feira, 4 de outubro de 2016

Godot não virá hoje

                                              Para Larissa Rodrigues e Poema R. S. Fialho


Aqui, somos casulo do mundo que urge
Protegidos pela ventania impiedosa, falamos baixo
Enquanto ela dorme no chão escorando a porta
Tramo mil planos e os cofres explodem por ai

Facilitamos a vida dos carneiros,
entregando-os mais cedo a raposa
Calculo cada gota do sangue que esvai
e anoto no caderninho macabro
Amanheço e anoteço nuvem
Centímetro cúbico de mares ermos

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Esqueçamos de nunca esquecer esse dia

Quando cantei a profecia
fui chamado remador
jogava a água do barco pra dentro
o mar inteiro pra fora
nunca temerei o leme da história

Categorias analíricas  de catarse
somos uma abundância de tudo que falta
Cultura de monoblocos, faísca de ilusão
caímos em tentação, o muro caiu

As máscaras não...

Não fuja mulher

Não figurei.


quinta-feira, 18 de agosto de 2016

injeção de sol (livro aberto)

Do meu quarto, entranhas, escrevo
Noutro,invalida causa, ilusão
Amanhã agosto, espada, cai atoa
Por ti, mariposas velhas, comida esperam
Água de fonte, arreganha a solidão, catraca

Vai pastorear, estrelas infinitas, cocada de luz
Abobrinha verde, amarelado capim, coice da tarde
Ah! Palavrainhas, tiros, cruzadas valsas

Mais couve flor, demora não, mesmíssima
Pouca calda, veludo marrom, esquecimento
Vai dizer na vida, volúpia, bolinha de sabão, paquetá